Energia limpa no setor cerâmico

Na década de 90, a maioria das indústrias do setor mudou seu combustível para (grande parte óleo e carvão) pelo gás natural. Conheça as vantagens do gás e de outras fontes de energia mais eficientes


Por definição, energia limpa é aquela que não libera resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global durante o processo de produção ou consumo. Fontes que liberam quantidades baixas de gases e resíduos também se encaixam neste conceito. É o caso do gás natural – aquele que se usa para cozinhar e também como combustível para carros e ônibus. Inodoro, incolor e atóxico, é bastante usado também na indústria no lugar de outras fontes mais poluentes.


E foi essa a opção da indústria da cerâmica. Desde a década de 1990, o setor substituiu o óleo e o carvão pelo gás natural (98% das fontes de energia em 2016). Essa opção trouxe uma série de vantagens ambientais, tais como baixa presença de contaminantes, combustão mais limpa (que melhora a qualidade do ar), menos desmatamento, menor contribuição de emissões de CO por unidade de energia gerada (cerca de 20 a 23% menos do que o óleo combustível e 40 a 50% menos que os combustíveis sólidos como o carvão), maior facilidade de transporte e manuseio. Também não precisa ser estocado, o que elimina os riscos do armazenamento de combustíveis. E por ser mais leve do que o ar, o gás se dissipa rapidamente pela atmosfera em caso de vazamento.


É bom lembrar, entretanto, que o gás natural é derivado de combustível fóssil. Portanto, é uma energia não renovável. E embora o Brasil seja grande detentor das reservas desse combustível, há sempre que se olhar para o futuro. Segundo a engenheira Amanda Neme, coordenadora da Iniciativa Anfacer + Sustentável, a indústria cerâmica tem grande dependência de energia. “Por isso, irá direcionar esforços na redução desta dependência, somado a estudos de novas opções energéticas”, diz Amanda. “Já temos um case nacional de uso do Gás Natural Renovável, em parceria com a empresa de distribuição e geração do Ecometano. São nesses caminhos de promover maior eficiência no consumo do gás natural e de estudar sobre alternativas energéticas que o setor nacional está de olho”, afirma ela.

Conheça as outras principais fontes de energia limpa:


Eólica - A matéria-prima é o vento, captado por uma turbina de com hélices presas em um pilar, chamadas de eólias. As vantagens principais da energia eólica são que o impacto ambiental é praticamente nenhum, e o custo de geração de eletricidade é baixo. Mas como todo tipo de energia, também há desvantagens: ainda há impactos ambientais na instalação das usinas, causando alteração na paisagem local. Pode haver ameaça para os pássaros se as eólias forem colocadas em suas rotas de migração.


Solar - Gerada a partir dos raios solares, é usada de modo direto em residências, para aquecer a água do chuveiro ou aquecer ambientes, e pode também ser usada indiretamente para a geração de energia elétrica. As desvantagens dessa energia estão nos painéis. Para fabricá-los, é preciso extrair e processar silício, o que gera poluição. Além disso, o custo continua elevado, seu rendimento é baixo, uma vez que a produção oscila conforme o clima.


Das marés (maremotriz) - Utiliza o movimento das ondas do mar, catado por turbinas instaladas perto dos oceanos. Porém, o seu rendimento é baixo e o fornecimento de energia não é contínuo.


Biomassa: Inclui o uso de matéria orgânica, tais como restos de madeira, colheita, plantas, alimentos, animais e algas. Esse material orgânico pode ser transformado em combustíveis sólidos, líquidos e gasosos.

Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos, Louças Sanitárias e Congêneres

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